Empréstimos bancários começam a crescer, aponta Goldman Sachs.
Hong Kong, 29 (AE-DOW JONES) - Os empréstimos bancários na ásia dão sinais de retomada no crescimento, disse Roy Ramos, analista regional do setor bancário da Goldman Sachs em Hong Kong, em entrevista por telefone à agência Dow Jones. Os bancos na ásia foram fortemente atingidos pela crise iniciada em meados de 1997 e os primeiros sinais de recuperação se seguem a uma longa estagnação em quase todas as áreas de crédito na ásia. A retomada está sendo claramente liderada pelo crédito ao consumidor e pelo crédito hipotecário, disse Ramos.
Ele acrescentou que, mesmo no setor corporativo, há sinais de crescimento nos empréstimos, refletindo as demandas das empresas para comércio e capital de giro. Em relatório publicado na semana passada, Ramos afirmou que "o crescimento nos empréstimos começou a emergir na comparação mês a mês em toda a ásia" e, em alguns casos, se verificam "taxas supreendentemente robustas de crescimento anualizado".
Com base em dados dos Bancos Centrais e bancos comerciais, Ramos citou o exemplo do setor bancário das Filipinas, que está liderando em termos de crescimento nos empréstimos, com aumento de 3,5% na comparação mês a mês, no fim de setembro, o quarto mês consecutivo de crescimento. Os bancos filipinos enfrentaram melhor a crise asiática do que os de outros países da região.
Na Coréia do Sul, os depósitos bancários cresceram 2,8% na comparação mês a mês até outubro e acumulam aumento de 25,3% na comparação ano a ano. "Embora isso não reflita a significativa e contínua contração nos empréstimos em instituições não-bancárias, que caíram à taxa anualizada de 42%, trata-se de uma boa notícia para segmento financeiro da Coréia", afirma o relatório.
Na Indonésia, onde vários bancos foram fechados durante a crise, os empréstimos cresceram 1,8% em agosto na comparação mês a mês. O relatório ressalta que esse crescimento se dá sobre uma base muito baixa. Nos bancos em Hong Kong e Cingapura, no entanto, os empréstimos ainda estão em queda, embora a Goldman Sachs projete um crescimento de 4% a 9% no próximo ano.
"Os bancos refletem muito suas economias", afirma o relatório. "A recuperação econômica veio mais rápida e forte do que se esperava na ásia. Pela mesma razão, os bancos devem se beneficiar, talvez mais rapidamente do que se esperava", acrescentou.





