Brasília, 21 (AE)- As empresas de telecomunicações superaram em 9,82% a meta de terminais instalados no ano de 1999. A meta previa ampliação de 20,245 milhões terminais, em julho de 98 para 25,283 milhões, em dezembro do ano passado e foram instalados 27,766 milhões. Os terminais instalados são aqueles que estão disponíveis para contratação pelos usuários e esta meta consta dos contratos de concessão. Os terminais em serviço (efetivamente em uso pelos assinantes) e cujos indicadores não fazem parte do acompanhamento dos contratos, também tiveram um aumento de 6,22% além da meta.
O compromisso das operadoras era de ampliar de 18,358 milhões para 23,521 milhões o número de terminais. Mas o número ficou em 24,985 milhões. Também houve superação da meta de telefones públicos instalados, em 3,5%. O número, que deveria subir de 547 mil para 715 mil chegou a 740 mil. A taxa de digitalização da rede, que deveria passar de 67,6% para 78,34% atingiu 84,59%, superando em 7,98% o previsto no termo de compromisso.
A meta da taxa de completamento de chamadas nacionais no período matutino, entre 9 e 11 horas da manhã, foi superada pelas operadoras em 4,11%, atingindo um total de completamento de 62,53 chamadas em cada 100. A meta previa que as 53,50 chamadas completadas em julho de 98 subissem para 60,06, a cada 100, em dezembro. O padrão internacional para esse indicador é de se completar de 60 a 67% das ligações. O restante não se completa devido a ausência do destinatário, a linha ocupada, ou a congestionamentos da rede. Segundo o conselheiro da Anatel, Antônio Carlos Valente, durante o processo de privatização muitos disseram que era impossível de se atingir esse indicador nesse prazo. Este resultado deve-se em parte ao aumento da oferta de linhas, principalmente em PABX que permitiu que diariamente, nesse período de duas horas, fossem feitas 1 ,990 milhão de ligações a mais do que ocorria em julho de 98.
Também foi obtido êxito na taxa de completamento de ligações locais, que subiram de 57,37% para 62,61% quando a meta era de 60,18%. O indicador que registra o atendimento feito pelas operadoras às ligações de seus usuários, no prazo de até 10 segundos, também registrou superação da meta. As empresas teriam que subir o atendimento nesse prazo de 76,63% para 92,08% e chegaram a 95% .
Noturno - As taxas de completamento de ligações nacionais, no período noturno ( de 20 às 22 horas) não atingiu a meta prevista pelas operadoras. A meta era de que de julho de 98 a dezembro do ano passado esse completamento subisse de 52,72% para 59,72%. Mas ficou em 57,95%; um número 2,96% abaixo do esperado. Valente explicou que a maioria das operadoras não conseguiu alcançar esse indice, em parte porque as ligações noturnas destinam-se majoritamente a residências, onde é comum a ausência do destinatário, e ao aumento do uso da Internet, que mantém mais linhas ocupadas por mais tempo. O conselheiro alertou, no entanto, que este é um indicador que consta dos contratos de concessão, cujo descumprimento a partir de agora, implicará em punição. Como soluções que podem ser buscadas pelas empresas estão a continuação da oferta de ampliação de l inhas residenciais e o uso de sistemas que permitam o completamento de ligações, seja por meio de caixa de voz ou outro recurso, mesmo quando a linha estiver ocupada.
Nesse período noturno, está ocorrendo diariamento um aumento de 380 mil ligações a mais que em julho de de 98, quando o esperado era de aproximadamente 499 mil. Apesar do descumprimento da meta, Valente argumenta que a melhoria nesse indicador representou um ganho para o usuário.
Reparos - O número de reparos solicitados por clientes para cada 100 acessos oferecidos pelas operadoras, ficou abaixo do previsto no Plano de Compromisso firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As operadoras teriam que reduzir esses reparos dos 4,08 por 100, registrados em julho de 98 para 2,99 reparos no mês passado. O número de erro para cada mil contas emitidas pelas operadoras, que deveria cair de 9,94 para 4 em dezembro, no entanto, ficou em 4,2 - 5% abaixo da meta prevista. O número de reparos e telefones públicos para cada 100 aparelhos ficou abaixo do previsto, mostrando que as empresas superaram a meta em 20,4%. Elas teriam que reduzir o número de consertos de 23,19 para 15 a cada 100 aparelhos, e conseguiram baixar para 11,94, em dezembro do ano passado.
Os 411 itens analisados pela Anatel representam a multiplicação de 12 indicadores de qualidade pelo número de operadoras. Algumas, no entanto estão com seus indicadores subdivididos de acordo com áreas geográficas que são acompanhadas separadamente pela Anatel. Com isso ocorrem casos em que mesmo tendo sido atingida a meta global em um determinado item, verifica-se o descumprimento em determinadas operadoras ou em uma de suas áreas de atuação. Dos 76 itens não cumpridos boa parte encontra-se na área de atuação da Tele Centro Sul, conforme os gráficos do relatório da Anatel.

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