Empresas reivindicam reajuste da tarifa de ônibus
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - O Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) formalizaram ontem novo pedido de reajuste da tarifa do ônibus na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que gerencia o sistema do transporte público. Este foi o quarto ofício protocolado junto ao órgão nos últimos cinco meses.
O pedido foi feito na quarta semana da gestão do prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC), que ocupa mandato tampão após a cassação de Barbosa Neto (PDT), e um dia antes da votação do projeto de lei apelidado de ''Domingueira'', que estipula a passagem aos domingos a R$ 1.
As empresas reclamam que o preço da tarifa está defasado - o último reajuste ocorreu em fevereiro do ano passado quando o município concedeu subsídio de R$ 6,3 milhões para as empresas para que a passagem baixasse de R$ 2,25 para R$ 2,20.
''O último reajuste ocorreu em fevereiro de 2011. Neste período os salários (dos trabalhadores) foram reajustados em 14,62%, sendo que os salários correspondem a 50% do custa da tarifa, e o diesel está com o valor de R$ 1,7979 na planilha (de custos) e atualmente as empresas estão pagando acima de R$ 1,84'', informou o presidente do Metrolon, Gildalmo Mendonça.
As empresas não descrevem um novo valor para a tarifa no pedido formalizado na CMTU, apenas cobram a majoração. ''Não é competência do Metrolon mencionar qual o valor ideal da tarifa, a CMTU é detentora de todas as informações das empresas, tendo assim pleno conhecimento do custo atual do transporte em Londrina.''
Por meio da assessoria de imprensa, a CMTU informou que vai analisar o pedido. A nota também relata que ''por enquanto não trabalha com a possibilidade de aumento do valor (da tarifa) para a empresa.''
''No caso da tarifa não ser reajustada o Sindicato ainda está analisando qual medida tomar. Embora hoje, na avaliação das empresas, é possivel suprimir a permanência de cobradores em alguns horários e em algumas linhas'', rebateu Mendonça. As empresas não podem tomar esta providência sem autorização da CMTU.


