Londrina - O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) protocolou pedido para o reequilíbrio econômico/financeiro da planilha do transporte coletivo junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O documento, remetido semana passada, será analisado pela Diretoria de Trânsito.
''O salário dos trabalhadores é o item de maior peso. Houve um reajuste de 7% em junho e 3,5% agora em janeiro, o diesel subiu, tem mais ônibus em operação e, consequentemente, mais quilômetros rodados. Esses são alguns dos fatores que precisam ser levados em consideração'', explicou o secretário do Metrolon, Gildalmo Mendonça. As empresas não revelam o índice de reajuste pleiteado para a recomposição tarifária.
Em fevereiro, o município anunciou subsídio de R$ 560 mil por mês (R$ 6,7 milhões no ano) às empresas do transporte público. O benefício acarretou na redução do valor da tarifa, que passou de R$ 2,25 para R$ 2,20, no momento em que as companhias pleiteavam aumento para R$ 2,35. ''O subsídio é dado sobre as isenções de tarifas. Todo mês, as empresas emitem nota, a CMTU faz conferência dos números e o município paga'', explicou o presidente da CMTU, André Nadai.
O dinheiro utilizado neste subsídio veio do aumento da arrecadação municipal. André Nadai não quis adiantar se o benefício será mantido para que a tarifa continue no patamar dos R$ 2,20. ''O que a gente vai fazer é analisar esse documento para ver se há necessidade do aumento da tarifa ou não. O que eu posso adiantar é que agora é bastante prematuro falar em reajuste ou aumento dos subsídios'', afirmou.
Balanço do Metrolon aponta que as empresas chegavam a transportar 4,114 milhões de passageiros por mês no início de 2011, sendo que 3,913 milhões efetivamente pagavam pela tarifa (a diferença era subsidiada pelo próprio sistema). Atualmente está em 3,8 milhões de passageiros/mês. ''Tudo influencia a recomposição tarifária'', avisou Mendonça.
A CMTU deve concluir o estudo da planilha do transporte coletivo no final deste mês.

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