Empresas não têm dificuldades para se adequar
Curitiba - Das 26 empresas com linhas interestaduais e internacionais, que operam na Rodoferroviária de Curitiba, a maioria já se adequou às novas exigências. O instrutor Julio César de Mello, da empresa Princesa dos Campos, que atua nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado, e possui algumas linhas para regiões de São Paulo, diz que há quatro meses a empresa vem treinando os funcionários. Estão prontos os folhetos e locais próprios para sua colocação atrás das poltronas. A empresa tem uma frota de cerca de 270 ônibus, e mais de 60%, calcula Mello, têm cintos de segurança em todos os bancos. ''Mais uns três anos e toda a frota terá'', avalia.
Já a empresa Garcia, que possui cerca de 470 ônibus, e atende as regiões Norte e Oeste, e linhas para o Rio de Janeiro e São Paulo, ainda não conseguiu equipar toda a frota. ''Estamos trabalhando para isso'', diz o fiscal da empresa Luiz Eduardo Padilha.
Na Rodoferroviária, o motorista da empresa Catarinense, Antonio Machado Filho, garante que todas as regras estão em uso. ''Fazemos a orientação antes e pedimos aos passageiros que usem o cinto de segurança'', conta. O passageiro Elvis Gaspar, 26 anos, que passaria o feriado em Camboriú, gostou da idéia. ''Sempre que o ônibus tem cinto de segurança eu uso'', disse.
O motorista Walter Didre, da empresa Graciosa que tem linhas para o Litoral do Estado acredita que o mais difícil será convencer os passageiros a usarem o cinto de segurança. ''A gente pede, mas muitos dizem que incomoda e não põem''. A empresa, segundo ele, ainda não começou a treinar funcionários e adequar os veículos.(M.G.)





