São Paulo, 04 (AE) - O alto índice de toxinfecção alimentar levou a Associação Brasileira das Empresas de Refeição Coletivas (Aberc) a adotar um selo de qualidade. Dados do biomédico e microbiologista Eneo Alves da Silva Junior, diretor do Laboratório CDL e coordenador da Comissão Técnico-Operacional da Aberc, revelam que entre 48% a 52% dos surtos ocorrem nas cozinhas domésticas enquanto os estabelecimentos registram uma variação entre 15% e 17%. A pesquisa foi eleborada pelas secretarias de Saúde dos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Preocupada com a questão alimentar no Brasil, a entidade está desenvolvendo um amplo programa de qualidade das refeições coletivas servidas pelas 101 prestadoras de serviços associadas, consumidas em empresas das áreas industrial, comercial e de serviços, hospitais, repartições públicas, entre outras.
O programa abrange toda cadeia de produção, manipulação de alimentos, fornecedores de matérias-primas, embalagem, serviços e o próprio cliente, culminará com a implantação do selo. "Trata-se de um instrumento inédito que visa fomentar o autodesenvolvimento das empresas", afirma Alves da Silva.

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