Empresas investem em programas para 3 idade
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Equipe AE 
São Paulo - O Brasil está perto de se tornar um país de idosos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que existem atualmente 25 idosos para cada 100 jovens no País. No entanto, o mesmo IBGE constatou que, se por um lado 17 milhões de brasileiros vivem mais (uma média de 71,9 anos), eles sofrem de 8 a 11 anos com problemas de saúde. E, em 15 anos, essa população será dobrada.
Números como estes estão provocando mudanças significativas na medicina. Áreas como geriatria e gerontologia - dedicadas à terceira idade - estão ficando mais populares. Mas muitos insistem: não adianta tratar o paciente idoso como uma bomba relógio, passada de especialista em especialista.
''A inclusão social e a inserção dos idosos em grupos se mostraram extremamente vantajosas no tratamento de doenças crônicas'', diz a pesquisadora Maria Luísa Torres, do Centro de Estudo de Saúde e Bem-Estar Humano da Universidade de Havana e da Escola Nacional de Saúde Pública.
Operadoras de saúde também estão investindo em programas focados na qualidade de vida e na prevenção de doenças. Alguns, como o recém-lançado Age, da Divicom, se comprometem com o paciente 24 horas por dia, via telefone, com suporte médico para qualquer tipo de problema e unidades especiais em hospitais. O Age, por exemplo, tem uma base no Hospital Santa Catarina, na capital paulista.
O objetivo é que convênios de saúde adotem esses programas como uma forma de evitar exames repetitivos e desnecessários e dar um tratamento mais personalizado aos pacientes da terceira idade com doenças crônicas.
Quedas Estima-se que após os 65 anos, 30% das pessoas sofram quedas. Cerca de 50% dos que chegaram aos 80 anos caem pelo menos uma vez por ano. Problemas físicos, como falta de visão e desequilíbrio, são causas dos acidentes entre os idosos, mas detalhes dentro de casa também podem contribuir para o índice de quedas.


