Empresas gastam 12% do faturamento para evitar roubo
Empresas gastam
12% do faturamento
para evitar roubo
As empresas de transporte de carga de São Paulo gastam entre 4% e 12% de seu faturamento com gerenciamento de risco para combater o roubo das cargas transportadas e de seus caminhões. Elas informam que até agora não estão conseguindo repassar esses custos, reconhecendo que a alta competição favorece os clientes, que resistem a pagar fretes mais caros.
No entanto, as transportadoras já se animam com as perspectivas de crescimento da economia este ano, antevendo que esse desempenho sancionará os repasses. Assim que aumentar a demanda pelos serviços, as transportadoras deverão subir os fretes, avisa o assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC), Neuto Gonçalves dos Reis, responsável pelos estudos sobre roubo de cargas da entidade.
O gerenciamento de risco inclui a compra de aparelho de rastreamento do veículo por satélite, softwares que gerenciam a rota do caminhão e conectam o veículo à empresa, treinamento de motoristas e contratação de seguranças e escolta para seguir o caminhão que tem cargas valiosas.
Com esse tipo de programa, a empresa consegue saber, por exemplo, onde está o caminhão e se o motorista parou para abastecer no local determinado. Esse sistema é usado principalmente para combater o roubo de cargas, ressalta Reis. De acordo com estudo realizado pela Fundação Institulo de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), a pedido da NTC, os custos das transportadoras com gerenciamento de risco compõem, em média, 37% do frete. Isso corresponde a R$ 9,00 por tonelada de carga transportada. O cálculo não inclui despesas administrativas com pessoal e salários.
Os empresários estimam que o prejuízo com roubos de cargas em todo o Brasil seja o dobro do calculado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e gire em torno de R$ 300 milhões. Segundo os números do Setcesp, a Anhangera é a rodovia mais perigosa, com 16% dos casos de roubo em 99, seguida pela Dutra, com 11%, e pela Castelo Branco com 9%. As cargas mais procuradas pelos ladrões em 99 foram os produtos alimentícios (22,3%), eletroeletrônicos (22,2%) e medicamentos (16,7%). (A.E.)





