Empresas flagradas pela Angustifolia se regularizam
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Operação Angustifolia completou, ontem, um mês de ação no combate ao desmatamento, na região Centro-Sul do Paraná, com resultados iniciais positivos. A avaliação foi feita pelo titular da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Federal, delegado Rubens Lopes da Silva. Todas as empresas, alvo da operação, com indícios de corte ilegal de madeira e que não tinham documentos necessários para a extração se regularizaram. Outros dois alvos foram uma gráfica que seria a fornecedora de notas fiscais falsas e uma picadora de madeira móvel.
Essas empresas não tinham licença do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Elas ainda tinham uma defasagem do documento de origem florestal, ou seja, informavam uma coisa e, no pátio, tinham outra, explicou Silva.
O delegado acredita que ainda é cedo para confiar que os empresários não voltarão a cometer delitos ambientais. Pelo menos, agora, no calor da operação, eles estão na regularidade, salientou.
Foram 144 pontos mapeados pela PF, que somam quase 2 milhões de hectares fiscalizados pela ação. Ao todo, seis pessoas foram detidas, entre elas políticos da região, que são proprietários de madeireiras, entre outros empresários. A PF apreendeu cerca de 119 caminhões de madeira cortada ilegamente, entre araucária, imbuia, lenha serrada, entre outras variedades e duas toneladas de madeira picada.
Outra consequência da ação foi o comprometimento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em apoiar a repressão ao desmate irregular.
De acordo com o delegado, a operação entra agora em uma terceira fase. A PF, a Polícia Militar, IAP e Ibama devem retornar nas áreas fiscalizadas para verificar novamente se há qualquer indício de extração ilegal.


