Empresas européias participarão de privatizações na área de saneamento17/Mar, 17:05 Por paula Puliti São paulo, 17 (AE) - A francesa Lyonnaise des Eaux, a britânica Thames Water e a portuguesa Epal (Empresa Portuguesa de águas Livres) anunciaram hoje que vão participar das privatizações dos serviços públicos de água e esgotos, já programadas. O leilão da concessão da Cosama, de Manaus, (oferta de 90% das ações por R$ 183,8 milhões), está marcado para o dia 04 de abril. Ainda neste ano devem ser ofertadas as concessões de Embasa (BA), Compesa (PE), Campo Grande (MS) e Avaré (SP). O diretor comercial da Lyonnaise do Brasil, Yves Besse, disse que o plano da empresa é estar presente em todo o País. E defendeu o financiamento de parte dos recursos de privatização pelo BNDES. Segundo ele, a presença do banco nas concessões dá mais credibilidade aos contratos nacionais. "A participação do BNDES não é tão importante do ponto de vista financeiro, até porque as taxas praticadas pelo banco não são as melhores. No entanto, o capital do BNDES deve impedir decisões arbitrárias", disse. A águas de Limeira, na qual a Lyonnaise detém 50% de participação (os outros 50% pertencem à Odebrecht), acusa a prefeitura da cidade de não estar concedendo reajustes tarifários previstos por lei. Hoje, o BNDES anunciou a intenção de financiar 50% do preço mínimo da Cosama, iniciativa que poderá se estender às outras empresas de saneamento. O diretor da Thames Water do Brasil, Cesar Seara Jr., afirmou que a empresa tem recursos disponíveis para participar de todas as concessões e já está definindo uma joint-venture com a portuguesa EDP (Eletricidade de Portugal) para participar do processo. Na América Latina, a Thames Water tem a concessão de um único município, próximo a Santiago, no Chile. O faturamento da TW no ano passado foi de US$ 4 bilhões. A intenção da estatal Epal é participar das licitações no Brasil, na Argentina e no Chile. A empresa já está presente no País há dois anos, quando foi criada a Prolagos, que tem a concessão dos serviços de água e esgoto de cinco municípios na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A estratégia da empresa, que tem como sócios o banco Bozano, Simonsen, o grupo Monteiro Aranha e a Pem Engenharia, é fazer alianças com grupos privados para operar em um modelo de administração com características empresariais, segundo o administrador João Bau. Atualmente, apenas 10% do esgoto no País é tratado. Segundo dados do BNDES, são necessários R$ 40 bilhões de investimentos em 15 anos para levar o País a níveis satisfatórios de água e esgoto.

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