Curitiba - Empresas clandestinas de segurança privada, legislações deficientes, cruzamento de competências. Estes foram os assuntos principais debatidos ontem na Audiência Pública sobre a Segurança Privada, no plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná. A idéia é exigir uma normatização da Lei Federal 7.102 de 1982 e definir as competências específicas dos vigilantes, dos técnicos em monitoramento de câmeras de segurança e da segurança pública.
O debate sobre o tema no Paraná ficou urgente após assassinatos por vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana e na Fazenda Syngenta, na Região Oeste. A orientação é para que os vigilantes não transitem armados pelas ruas e que só possam fazer segurança privada dentro das propriedades.
''O vigilante nunca pode ir atender uma ocorrência armado. Ele deve ir ao local, deter a pessoa que tentou invadir o estabelecimento dentro da propriedade e chamar a Polícia Militar. Ele não é autorizado a fazer segurança pública. É segurança privada. Intramuros. Portanto, a segurança em guarita ou nas ruas é ilegal'', ponderou o delegado Delci Carlos Teixeira, superintendente da Polícia Federal (PF) do Paraná.
Atualmente, 86 empresas de vigilância são cadastradas na PF. São promovidos dez cursos para formação de vigilantes por ano e os agentes federais são responsáveis pela fiscalização e autuação das empresas e dos vigilantes cadastrados (atualmente mais de 63,7 mil).
Dados do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região mostram que 150 empresas irregulares estariam operando em Curitiba e Região.

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