Se em países pobres nem é preciso oferecer recompensas para recrutar cobaias humanas, em nações desenvolvidas, que normalmente contam com excelente serviço público de saúde, encontrar voluntários significa desembolsar muito dinheiro. Há até agências de trabalho especializadas no ramo, que publicam vagas para cobaias nos jornais.
Nos Estados Unidos, por exemplo, mulheres obesas podem ganhar o equivalente a R$ 5 mil para testar durante nove dias um remédio emagrecedor. Na Inglaterra, 600 ml de sangue podem valer R$ 320. Nem sempre foi assim. Uma das pesquisas clínicas mais polêmicas aconteceu justamente nos ricos EUA, entre 1932 e 1972. No Alabama, 412 negros analfabetos que tinham sífilis ficaram sem tratamento para que os cientistas estudassem a evolução da doença. Só 74 pessoas sobreviveram.
A prática é herança dos campos de concentração nazistas. Ali, médicos testavam a resistência de pessoas a afogamentos, congelamentos e tipos de venenos. (A.E.)

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