Empresas do Credit Suisse podem ter licença cassada por japoneses
Tóquio, 13 (AE-AP) - O Grupo Credit Suisse, o sexto maior banco da Europa, foi ameaçado nesta terça-feira (13) pelo governo do Japão com a possibilidade de revogação da licença para operação de sua subsidiária financeira - a maior punição já aplicada a uma empresa financeira estrangeira desde a 2ª Guerra Mundial.
A Agência de Supervisão Financeira do Japão informou que poderá cancelar a licença da Produtos Financeiros do Credit Suisse (PFCS), após a realização de uma investigação para apurar se houve má-fé nas operações feitas pela instituição com derivativos em Tóquio. A PFCS teria ajudado empresas financeiras do Japão a ocultar prejuízos decorrentes dos investimentos de risco e obstruido as investigações do órgão normatizador.
"O impacto psicológico será maior que os danos financeiros", declarou Jean-Marc Bianchi, do Lloyds Bank. O cancelamento da licença da unidade de derivativos impediria o grupo de ajudar as empresas que são suas clientes a administrar taxas de juros e investir em aplicações de risco ou fazer hedge no Japão.
A investigação, que já dura seis meses e é considerada a mais longa já realizada em uma empresa estrangeira, já restringiu a capacidade da companhia de atrair novos clientes japoneses e multinacionais que operam no Japão.
A PFCS teve rendimento de US$ 972 milhões em 1998. Desse total
20% foram obtidos por meio de suas operações no Japão. Outros negócios do Credit Suisse no Japão, como a sociedade fiduciária, também serão afetadas pela suspensão temporária de algumas operações.





