Empresas contestam valores de dívidas
Empresas contestam valores de dívidas16/Mar, 21:51 Por Cleide Silva São Paulo, 16 (AE) - A direção da Transbrasil, maior devedora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), contestou hoje o valor de R$ 584,9 milhões citados na lista divulgada pelo deputado federal Luiz Antonio Medeiros (PFL-SP) como de sua responsabilidade. A empresa, segundo sua Assessoria de Imprensa, teria pago R$ 300 milhões no fim de 1999 e está contestando administrativamente o valor restante que seria referente a juros e multas. A companhia está pedindo a revisão dos cálculos da dívida. De acordo com a assessoria, a Transbrasil lamenta que o deputado não tenha feito esse esclarecimento. Os débitos constantes da lista seriam de outubro e estariam desatualizados. A Vasp, citada como a terceira maior devedora, atrás apenas da Encol - empresa do setor de construção civil que está falida - também discordou da dívida de R$ 355 milhões constante na lista de Medeiros, que teria sido obtida com o Tribunal de Contas da União (TCU). "Devemos pouco mais de R$ 200 milhões", disse o porta-voz da Vasp, Ruy Nogueira. Segundo ele, a empresa pediu uma auditoria para verificar o valor correto do débito. A Vasp pretende aderir, em breve, ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), que permite o reescalonamento de dívidas com a União a longo prazo. Nogueira informou que a Vasp estaria depositando em juízo parte desse saldo desde 1994 e, portanto, se considera "adimplente com a Previdência." A Companhia Vale do Rio Doce divulgou nota afirmando que não é devedora do INSS e enviou cópia de uma certidão negativa emitida pelo próprio órgão no dia 8 de março. A Assessoria de Imprensa da empresa informou desconhecer o motivo da inclusão da Vale na lista. A empresa aparece em sétimo lugar no ranking de inadimplentes com o INSS, contabilizando uma dívida de R$ 269,3 milhões. A Varig garantiu que sua dívida atual é de R$ 49 milhões e não de R$ 153 milhões, conforme consta na relação apresentada hoje por Medeiros para reforçar sua opinião de que o governo teria condições de bancar um salário mínimo de US$ 100. "Temos um processo administrativo, que ainda não foi julgado, que contesta esse valor, por isso não pode ser considerado como dívida", afirmou o porta-voz da Varig. Ele explicou ainda que o débito atual é fruto de um reescalonamento negociado com o governo em 1996, que está sendo pago em dia.





