Empresas contestam resultados
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Por Lígia Formenti 
São Paulo, 11 (AE) - Nem mesmo marcas conhecidas e líderes de mercado escaparam da relação de produtos reprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro). A Parmalat, por exemplo, teve o seu leite tipo B e o queijo prato condenados. A empresa contesta a forma como os testes foram feitos. Para a Parmalat, uma única amostra é insuficiente para determinar a qualidade do produto.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que a unidade analisada pode ter sido adquirida em um posto de venda com qualidade de armazenamento e de refrigeração inadequadas. Esses fatores, conforme a empresa, podem ter alterado o produto. A Parmalat sustenta ainda que não lhe foi dado o direito de fazer a contra-prova.
Outras empresas que tiveram seus produtos condenados apresentaram justificativas semelhantes. Em carta enviada ao Inmetro, a laticínios Da Matta, que teve seu queijo prato condenado, afirmou que a contaminação detectada pelo instituto era uma eventualidade. A empresa sustentou ainda que seus produtos são analisados rotineiramente e que nenhuma anormalidade é detectada.
A La Sereníssima, que teve seus produtos aprovados, enviou uma carta demonstrando apoio ao trabalho feito pelo Inmetro. O mesmo fez a Danone S.A. que também teve seu produto aprovado. Já a fabricante de queijo prato Hollmann admitiu que, depois dos testes da Inmetro, fez uma inspeção e detectou uma falha mecânica no pasteurizador.


