Rio- As companhias aéreas afirmam ter dúvidas sobre o conceito dos vôos ponto a ponto --com origem ou destino no mesmo aeroporto-- e sobre o número de slots --espaços para pousos e decolagens-- no Aeroporto de Congonhas quando a pista principal for reaberta com grooving (ranhuras).
Representantes das empresas se reuniram ontem com diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) para debater as resoluções do Conac (Conselho de Aviação Civil), que deverão ser implementadas nos próximos meses.
O Conac determinou, entre outras coisas, a redistribuição das autorizações de vôos de Congonhas, para restringi-las a vôos diretos ponto a ponto, para que o aeroporto não seja mais ponto de distribuição, conexão e escala.
''Estamos discutindo o que se entende por escala, hub --centro de distribuição de vôos--, no fundo tudo impacta o passageiro. Se a malha ficar mais ineficiente existe uma tendência de ter um custo maior e isso invariavelmente ser repassado'', afirmou o presidente da Trip, José Mário Caprioli dos Santos.
A empresa, que tem uma frota de dez aviões, e se encaixa no conceito de empresa regional já que opera vôos para 34 cidades das regiões Norte e Centro-Oeste.
Já o vice-presidente de Planejamento da TAM, Paulo Castelo Branco, afirmou que ainda é prematuro para se tratar de reajuste de tarifas. ''Existe uma definição necessária que será feita sobre o número de slots de Congonhas tão logo a pista seja aberta com grooving. Nenhuma dessas questões está fechada. Não há como se estabelecer aumento de tarifas se não há definição da malha'', disse.
Vítmas- O Instituto Médico Legal (IML) identificou ontem mais sete vítimas do vôo 3054 da TAM; agora são 139 os corpos reconhecidos pelos legistas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, foram identificados os restos mortais de Sérgio Silvestre Freitas, Silvano de Almeida Bonfim, Arnaldo Batista Ramos, Akio Iwasaki, Gustavo Henrique Pinto Martins da Silva, Luis Antonio Sarapaio Schneider e Lucas Palomino Mattedi.
Segundo a TAM, 187 pessoas estavam no Airbus-A320 da TAM que bateu no prédio da TAM Express após pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) no dia 17 de julho. Segundo o Corpo de Bombeiros, 220 sacolas com restos mortais de vítimas foram recolhidas no local do acidente.

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