Arquivo Folha‘‘Bônus Hospedagem’’ beneficiaria o setor hoteleiro, que fechou 96 com uma ocupação média de apenas 38%Um grupo de empresários de Foz do Iguaçu elabrou documento com cinco propostas para melhorar o desempenho econômico do município, que atravessa uma de suas piores crises. O documento já foi entregue ao prefeito Harry Daijó (PPB). Todas as propostas foram elaboradas por técnicos e empresários de vários setores.
O documento sugere a criação de incentivo fiscal, cobrança de ‘‘royalties’’ do Parque Nacional do Iguaçu, redução no preço da energia elétrica fornecida ao município, criação de um ‘‘Bônus Hospedagem’’ e a realização de um amplo fórum de debates para apontar novas saídas para a crise.
De acordo com o documento, a criação imediata de incentivo fiscal, por meio de lei federal, poderia diminuir o impacto da redução da área rural do município após a construção da hidrelétrica de Itaipu.
Esse fundo possibilitaria a empresas instaladas no Estado do Paraná destinar até 5% de seu Imposto de Renda ao Fundo de Recuperação de Foz do Iguaçu (Funref).
Outra medida sugerida pelo grupo é a destinação de parte da arrecadação com o ingresso de turistas no Parque Nacional do Iguaçu - que abriga as Cataratas - ao município. Hoje esse dinheiro fica com o governo federal. No ano passado, o parque recebeu 830 mil visitantes.
A terceira sugestão do documento defende a redução no preço da energia elétrica fornecida ao município. O argumento é de que Foz do Iguaçu é a sede da Itaiupu, a maior hidrelétrica do mundo, mas não tem nenhum benefício com isso. Segundo os técnicos que elaboraram a proposta, a energia mais barata pode atrair investimentos para Foz do Iguaçu.
A quarta proposta é a criação de um ‘‘Bônus Hospedagem’’ para beneficiar o setor hoteleiro, que fechou o ano passado com uma ocupação média de apenas 38% de seus 26 mil leitos. O equivalente a 40% das dívidas dos hotéis com o Imposto Sobre Serviços (ISS) até 1996 seria convertido em ‘‘bonus’’, que a Prefeitura utilizar para a hospedagem de convidados em promoções de sua iniciativa. Os 60% restantes seriam pagos em um prazo de cinco anos.
O último ponto do documento propõe a realização de um fórum de debates com políticos, representantes de órgãos governamentais e lideranças comunitárias para a apresentação de novas sugestões de combate à crise.

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