O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal aprenderam ontem à tarde duas toneladas e meia de Pfaffia paniculata, o ginseng brasileiro, em Porto Rico, no Noroeste do Estado. A planta estava sendo extraída clandestinamente das ilhas do Rio Paraná, na região do Parque Nacional de Ilha Grande. A Polícia Federal fechou três empresas que processavam a Pfaffia em Porto Rico e prendeu seis pessoas, entre elas um vereador de Porto Rico. Outras pessoas envolvidas na extração e comércio ilegal da raiz estão sendo procuradas pela PF.
A Pfaffia é uma planta medicinal com princípios ativos energizantes e afrodisíacos. Também é utilizada em medicamentos contra diabetes, stress e câncer, devido ao poder de regeneração celular que possuii. Como o princípio ativo está na raiz, a planta tem de ser arrancada inteira e a extração indiscriminada das reservas naturais da Pfaffia coloca a espécie em risco de extinção.
Segundo a diretora do Parque Nacional de Ilha Grande, Maude Nancy Motta, o Ibama autuou e fechou as empresas Pfaffia do Brasil, Biofloral e a Pronapar, todas de Porto Rico. Nenhuma delas tinha cadastro junto ao Ibama, nem licença para coletar e processar o produto. Somadas, as multas aplicadas às empresas passam dos R$ 18 milhões. Foram apreendidas 1,5 toneladas de raízes e quase 500 quilos de pó de ginseng que estavam nos depósitos das empresas. Segundo Maude, as empresas pagam R$ 0,15 o quilo para moradores ribeirinhos extraírem a planta, que é transformada em pó e exportada a US$ 15 o quilo. O Japão é o maior comprador do ginseng brasileiro.
Empresas clandestinas extraem Pfaffia há mais de 20 anos nas reservas do Rio Paraná. A extração foi proibida há 5 anos quando o governo transformou as ilhas e várzeas do rio Paraná em unidades de conservação ambiental federal.

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