que no ano passado registrou faturamento de US$ 7,2 bilhões, uma queda de 26,5% em relação a 1998, quando o faturamento chegou a US$ 9,8 bilhões. Neste mesmo período, as exportações saltaram de US$ 266 milhões para US$ 429 milhões (crescimento de 61,2%). Para este ano, a expectativa é de exportar US$ 800 milhões, quase o dobro de 1999. Eugênio Staub, da Gradiente, disse que Manaus tem hoje "maturidade" para se transformar em um pólo de exportação. O redirecionamento da produção para as exportações, disse Staub, se deve a uma "conjugação de fatores favoráveis", na qual ele inclui a mudança cambial e a conclusão da estrada que liga a região Norte à Venezuela, que permitiu o aumento das exportações para toda a América do Norte. Tápias deixou claro que o governo poderá anunciar algumas medidas para melhorar ainda mais as condições de exportação da Zona Franca de Manaus, mas afirmou que tudo vai depender de um seminário que o empresariado da amazônia realiza em abril, no qual irão tirar propostas ao governo. Magalhães, da Philips, disse que esta mudança não teria influência em outros pólos produtivos, exemplo de São Paulo. Segundo ele, 99% dos produtos que saem da Zona Franca não têm concorrentes similares em São Paulo. O empresariado da Zona Franca também não acredita em suposto efeito negativo na produção argentina. Segundo Magalhães, a Argentina não produz vários itens da pauta de exportação da Zona Franca, exemplo de telefones celulares e monitores de televisão. Carlos Augusto Coelho Sales, da Xerox, vai mais longe e decreta o fim da era de zona franca. "A Zona Franca de Manaus acabou e a outra realidade agora é o pólo industrial de Manaus", disse. Sales acredita que o mais difícil é vencer o que ele chama de "preconceito" contra os incentivos fiscais.Por Hugo Marques Brasília, 14 (AE) - A Zona Franca de Manaus quer voltar ao objetivo para o qual foi criada, de se tornar um pólo industrial exportador. Um grupo de seis grandes empresários de Manaus esteve reunido hoje com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, para fazer uma série de reivindicações e redirecionar a produção para a exportação. A primeira reivindicação é que a Zona Franca não seja tratada como "um terceiro País" dentro do Mercosul, segundo o representante da Philips da Amazônia, Marcos Antônio Magalhães. Hoje, as vendas da Zona Franca para o Mercosul são taxadas como se fossem para a Europa ou para os Estados Unidos, segundo ele. A proposta tem apoio do embaixador para Assuntos do Mercosul, José Botafogo Gonçalves. A igualdade de tratamento de Manaus com os Estados brasileiros colocaria no mesmo nível de incentivos o pólo industrial que a Argentina mantém na Terra do Fogo, segundo a proposta dos empresários. Produtos que são fabricados por Manaus e no Mercosul, simultaneamente, teriam o tratamento das cotas automotivas. Tápias disse que o pleito dos empresários é "natural", pois os produtos fabricados em Manaus não são em sua grande maioria fabricados em outras localidades do Mercosul. O governo federal deu ainda sinal verde para outra reivindicação do empresariado de Manaus, que é a reestruturação do porto. Tápias sinalizou com empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mudança - A mudança repentina do empresariado de Manaus está diretamente ligada aos resultados da balança comercial da região

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