Empresários protestam contra cobrança de pedágio na fronteira da Argentina
Foz do Iguaçu, PR, 21 (AE) - O governo argentino criou uma polêmica em suas fronteiras ao baixar uma resolução cobrando pedágio dos estrangeiros que entram no país. Em vigor há nove dias, a medida vem sendo aplicada em todas as aduanas. Na fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, a cobrança da taxa revoltou empresários brasileiros e argentinos. No final da tarde de hoje eles fizeram um protesto na Ponte Tancredo Neves, que liga os dois países.
Organizados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) e pelo Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), um grupo de empresários brasileiros concentrou-se na cabeceira da ponte em apoio ao protesto que reuniria cerca de 200 empresários de Puerto Iguazú, realizado simultaneamente no lado argentino da fronteira. Eles querem a suspensão imediata do pedágio, que tem reduzido o número de turistas na cidade.
De segunda a sexta-feira, a taxa é cobrada das 19 às 7 horas do dia seguinte. Aos sábados e domingos, a cobrança é feita durante 24 horas. Táxis pagam dois pesos argentinos, enquanto Kombis e vans pagam três pesos e ônibus, cinco pesos. Carros particulares estão isentos. O valor é cobrado tanto na entrada quanto na saída do país. Hoje, a cotação média da moeda argentina estava em R$ 1,93 nas casas de câmbio de Foz.
Desde o início deste mês o lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu vinha registrando uma alta de 20% no movimento. Eram turistas brasileiros e estrangeiros que estavam hospedados nos hotéis de Foz e cruzavam a fronteira em busca do passeio de barcos nas Cataratas do Iguaçu, já que no lado brasileiro do parque ele está interditado desde o último dia 5, quando sete pessoas morreram num acidente. A vigência do pedágio
no entanto, tem retraído o fluxo em direção à Argentina.





