Curitiba- Os empresários Adilson Tadeu Soares e Márcio Campos Gonçalves, presos em Miami, Estados Unidos, na Operação Dilúvio da Polícia Federal (PF), chegaram na madrugada de ontem, no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo informações da PF, eles são donos da Feca International Corporation e da All Trade, empresas que seriam responsáveis pela exportação dos produtos para o Brasil, a preços subfaturados, para sonegar impostos.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, em Curitiba, eles prestaram depoimento e permanecerão detidos na superintendência. Nas empresas em Miami, foram apreendidas mercadorias que somam R$ 1,5 milhão. Os produtos ficaram sob a guarda da Justiça norte-americana.
Até ontem, 99 pessoas haviam sido presas na operação realizada simultaneamente em vários estados. Desencadeada com a Receita Federal, a operação teria desarticulado o ''maior esquema'' de fraudes em importações já descoberto no Brasil. Pelo menos R$ 500 milhões teriam sido sonegados pelo grupo em impostos aduaneiros.
O delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Fernando Celestino Saraiva, disse, ontem, que as ações realizadas desde o ano passado na região de Maringá para reaver créditos tributários, coibir o contrabando e a pirataria, subsidiaram a Operação Dilúvio. Ele assumiu os trabalhos no Norte do Estado, depois que o auditor fiscal, José Antônio Sevilha de Souza, 45 anos, foi executado com cinco tiros a queima roupa, em 29 de setembro de 2005.
De acordo com Saraiva, as ações coordenadas por Sevilha já haviam descoberto vários indícios de fraude em operações de comércio exterior. Das 32 pessoas presas no Paraná, 21 atuavam na região de Maringá. Ninguém foi preso na ocasião porque o objetivo era investigar todas as possíveis ramificações do esquema.

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