Empresários paulistas reagem lembrando "fracasso" de Franco
São Paulo, 08 (AE) - A crítica do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) repercutiu muito mal na entidade. "Acho que o fracasso lhe subiu à cabeça", disse o presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva. "Não quero entrar em polêmica e desejo-lhe sorte nas aulas na PUC."
Os empresários criticaram também a atuação de Franco no BC. "A política cambial que ele difundiu foi muito nociva, prejudicou a competividade da indústria nacional", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf. "Ele dizia que o estouro da balança comercial era normal, mas agora nós vimos onde isso deu."
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Synésio Baptista da Costa, disse que Franco desconhece a atual composição da Fiesp. "Ele é do tempo em que a indústria paulista se resumia a sete pessoas", disse, citando empresários como Antonio Ermírio de Morais, Paulo Cunha e Eugênio Staub.
"Esses nomes, que foram ícones da indústria paulista, não funcionam mais; a visão dele é de um atraso total; talvez ele tenha ficado muito tempo sentado no BC e não tenha vivido a vida real", condenou Baptista.
Segundo a Fiesp, o prédio da Avenida Paulista foi construído com recursos do Sesi e Ciesp, provenientes de empresas associadas. A Fiesp não é proprietária, mas aluga um espaço no prédio.





