São Paulo, 6 (AE) - O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, afirmou há pouco, que a declaração do governo federal sobre a reforma tributária, feita em cima da hora, foi uma atitude irresponsável. Piva disse que a aprovação da reforma tributária é uma questão de sobrevivência e que os empresários não vão desistir de lutar pela aprovação da emenda, pelo menos no primeiro turno da Câmara, ainda este ano.
Piva disse também que os empresários, a princípio, são contra a criação do Imposto Sobre Movimentação Financeira (IMF), porque o tributo vai contra qualquer legislação moderna em vigor no mundo, por se tratar de um imposto cumulativo. Entretanto, Piva, disse que os empresários não estão "fechados" a nenhuma proposta. Segundo ele, se o IMF puder ser amplamente compensado em todas as fases da produção, criando uma estrutura que não gere dificuldades, principalmente aos mercados financeiro e de capitais, a questão pode ser discutida.
Em relação ao Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), o presidente da Fiesp defende que haja uma flexibilização quanto à questão. De acordo com Piva, a proposta do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel -- apesar de ser mais simples --, é inviável, porque os governos estaduais não vão querer "se tornar reféns do poder central". Ele acredita que a nova proposta que está sendo discutida, que passa para os governos estaduais, parte da arrecadação do IVA, parece ser o melhor caminho.
Ao ser questionado se poderia haver falta de interesse do governo federal de aprovar a reforma tributária por conta do recorde de arrecadação tributária que vem observando, Piva afirma que esta é uma "visão míope do governo". Piva fez essas declarações após participar da abertura do Seminário "Prevenção é Vida", que está sendo realizado, hoje, na sede da Fiesp, em São Paulo.

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