Empresários fazem protesto e Exército combaterá contrabando
Assunção, 10 (AE-AP) - O governo do Paraguai quer mobilizar as Forças Armadas no combate ao contrabando. Guillermo Caballero Vargas, ministro da Indústria e Comércio, disse que as aduanas do país, em especial na fronteira com o Brasil, terão reforços militares na segunda etapa da operação conhecida como Jejokó (barrar, em guarani). A primeira etapa não surtiu o efeito desejado pelo governo já que a entrada irregular de produtos, procedente do Brasil, levou a arrecadação nas aduanas a níveis extremamente baixos.
Os comandos militares atuarão principalmente em Ciudad del Este. A União Industrial do Paraguai (UIP), que realizou hoje marchas de protesto pelas ruas de Assunção, informa que os setores mais prejudicados da economia local são alimentos, calçado e confecção. É a primeira vez que a UIP faz uma manifestação. A caravana de protesto seguiu da ¥u Guazú, perto do aeroporto internacional, até a sede do Congresso, numa marcha de 18 quilômetros.
Empresários liberaram seus funcionários para engrossar a caravana. A UIP entregou à presidência do Senado uma proposta que estabelece pena de 10 anos de cadeia para contrabandistas.





