Empresários estão mais otimistas com País e seu futuro, diz Fiesp
ficou em 4,0, numa escala de zero a 10. Na pesquisa anterior, de outubro, a nota dada fora de 3,7 (o pior resultado). A avaliação melhor foi atribuída à apreciação do real, registrada desde o dia 24 de novembro, segundo Clarice Seibel, diretora do Departamento Econômico da Fiesp. "Há um certo grau de otimismo do empresariado neste final de ano, que está se refletindo neste resultado", disse a diretora. O segundo resultado otimista veio com o índice de avaliação de gestão governamental que apresentou um ligeiro aumento em relação a outubro, passando de 4,0 para 4,1. Este também é o melhor resultado desde que a pesquisa começou ser feita. Entre os nove itens pesquisados, a política cambial foi a que teve melhor nota, indo de 4,0 em outubro para 4,6. Confiança - Todos os cinco itens que compõem o índice de confiança apresentaram melhora, mas a avaliação sobre as situações econômica e social foram destaque, com um aumento da avaliação de, respectivamente, 12% e 15%. A situação econômica do Brasil, que em outubro recebeu nota de 4,1, passou para 4,6. A situação social passou de 2,7 para 3,1. As grandes empresas foram as mais otimistas na avaliação da situação econômica do País, saltando de uma nota de 4,8 em outubro para 5,9 em dezembro. Ao avaliar as perspectivas para o País daqui a um ano, os empresários deram nota 5,5, quando na última pesquisa a nota fora 5. Mais uma vez, as grandes empresas são as mais otimistas, com nota 6,3, ante 5,7 da última pesquisa. As demais empresas dão nota média de 5,5 para as perspectivas do Brasil daqui a um ano. Sobre a melhora na situação social, Clarice ponderou que este item ainda continua recebendo a nota mais baixa entre os cinco itens pesquisados. Segundo ela, a nota de 3,1 pode ter sido influenciada por fatores sazonais já que, durante o final do ano
a economia mostra mais vigor, com contratações temporárias de trabalhadores que podem "dar a impressão de maiores rendimentos e maior poder de consumo". Governo - Ao comentar a ligeira melhora apontada pelo índice de avaliação governamental, Clarice disse que o empresariado é particularmente sensível ao câmbio, dando uma resposta mais forte a esse item do que aos outros. Nas cinco pesquisas já feitas, o câmbio teve ainda a maior variação de resultados, oscilando de 4,0 em outubro para 4,9 em julho. Apenas o item que avalia o desempenho da política de juros apresentou um pequeno recuo, indo de 4,3 em outubro para 4,1. A expectativa de que o Copom mantivesse a taxa Selic e o viés inalterados, como acabou acontecendo, justificaria esta avaliação dos empresários, segundo a avaliação de Clarice. Vendas - Os empresários de São Paulo acreditam na estabilidade das vendas e da carteira de pedidos no primeiro trimestre de 2000, de acordo com pesquisa da Fiesp. Este resultado é considerado positivo pela entidade, devido à sazonalidade do começo do ano, que tradicionalmente é prejudicial à indústria. Ainda de acordo com a pesquisa, os empresários pretendem manter estável o número de empregados nos primeiros 90 dias do próximo ano. Isso porque ainda vêem incertezas no cenário macroeconômico. A maioria, por exemplo, acredita que haverá aumento de custos de produção, embora não acreditem que será possível repasses para os preços. As alternativas, segundo Clarice ponderou, seria redução das margens de lucro ou a tentativa de cortar custos de produção. Apesar dos esforços do Banco Central para melhorar a oferta de crédito bancário para as empresas, com taxas menores, 55% dos 400 empresários pesquisados pela Fiesp, disseram que ainda não perceberam melhora no crédito bancário para suas empresas, contra 45% que já observaram redução nas taxas, mas não no aumento de oferta de crédito. O resultado, no entanto, indica alguma melhora à medida que a pesquisa de setembro apontou que 62% não tinham notado melhora no crédito para as empresas. Os setores de mecânica, de transporte, de material elétrico e de telecomunicações, que apresentaram queda de produção industrial neste ano, foram os mais afetados pelas dificuldades de oferta de crédito, de acordo com Clarice. Segundo ela, embora tenha havido um aumento nominal do volume de empréstimos para a indústria de 5% entre maio e outubro, quando a inflação é descontada (IGP-DI), observa-se uma retração de 2,6% nos financiamentos à indústria paulista.Por Rita Tavares São Paulo, 21 (AE) - Os empresários de São Paulo terminam o ano otimistas, demonstrando mais confiança no País e em seu futuro, assim como no desempenho do governo. Isso ficou demonstrado pelo resultado de uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que apresentou em dezembro o melhor resultado desde julho, quando a pesquisa começou a ser feita pelo Vox Populi. O índice de confiança da indústria, pesquisado entre 400 empresários de todos os portes, entre os dias 1º e 3 de dezembro





