Curitiba, 17 (AE) - Os empresários paranaenses acreditam que a economia brasileira voltará a crescer apenas no próximo ano. Para 99, eles prevêem retração, aumento do desemprego e retorno da inflação. As opiniões foram coletadas pela em pesquisa feita pela empresa de consultoria Arthur Andersen, que ouviu, em fevereiro e início de março, 74 das 444 empresas com faturamento superior a R$ 10 milhões por ano. Elas representam 15% do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense.
A retração da economia nacional foi apresentada por 67% dos entrevistados como o principal resultado das mudanças na política cambial. Mas, enquanto prevêem retração de 1,27% para o País, acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná crescerá 1,33%. Os empresários entrevistados esperam que a estabilização do câmbio aconteça num prazo médio de 5 meses, com a desvalorização chegando a 41,4%. Mas a inflação aparece como o maior perigo, com índice médio que pode chegar a 16,7%. Os juros reais médios devem ficar, segundo a estimativa dos empresários, em 28,48% este ano.
A maioria dos entrevistados (51%) acredita que a partir do ano 2000 a economia voltará a crescer, mas alguns (21%) acham que isso pode ocorrer ainda este ano. Entre as medidas que o governo deveria adotar imediatamente, os empresários elegeram em primeiro lugar, com 80%, a redução significativa das taxas de juros. Com 61% das preferências aparece a redução da carga tributária.
As mudanças no câmbio afetaram negativamente as empresas
segundo 60% dos pesquisados. Mas 57% deles mantêm os planos de investimentos para este ano, enquanto 35% disseram estarem cancelando-os. A expectativa de faturamento maior este ano foi apontada por 38% dos entrevistados, mas o aumento de lucro somente deverá favorecer 24% deles. Os empresários paranaenses esperam a redução (40%) ou manutenção (42%) do endividamento em 99. Quase a metade (47%) das empresas têm dívidas em dólares e a maioria (67%) está negociando a prorrogação do pagamento.

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