Brasília, 07 (AE) - Mil e duzentos empresários do setor de revenda e distribuição de derivados de petróleo chegarão a Brasília na próxima quarta-feira para entregar ao Executivo e ao Congresso um documento em que denunciam a adulteração que está havendo na composição dos combustíveis no País e a sonegação fiscal na hora da venda. "Nosso objetivo é moralizar o setor", afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo, José Alberto de Paiva Gouveia.
Ele relata que, de acordo com cálculos do empresariado, o governo perde por ano R$ 1 bilhão em arrecadação por causa das duas operações fraudulentas. Na avaliação dos empresários, a adulteração (mistura de solvente na gasolina ou de álcool anidro em porcentagem superior ao permitido por lei) e a sonegação de ICMS, PIS e Cofins são práticas que se generalizaram no País depois que o governo desregulamentou o setor, quando distribuidores pequenos e postos sem bandeira tiveram permissão para atuar no mercado. Para não pagar os impostos, algumas empresas conseguem liminares na Justiça e, com isso, têm condições de reduzir seus preços em até 25%. Segundo Paiva Gouveia, os empresários, na quarta-feira, reivindicarão do governo a implantação do imposto único seletivo para substituir os 17 hoje existentes e sua cobrança pela Petrobrás; mudança na legislação para evitar adulteração dos combustíveis; e discussão de novo formato de regulamentação para o setor.

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