Empresários criam firma fantasma e importam carros
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de maio de 1999
James Alberti e Dimitri do Vale 
Os empresários curitibanos Cristóvão Dionísio Barros e o filho Cristovão Barros Júnior foram presos pela Polícia Federal (PF) em Porto Alegre e Curitiba, respectivamente, acusados de constituir empresas fantasmas para importar veículos. Eles também teriam sonegado cerca de R$ 2 milhões em impostos.
Foram importados 207 carros entre 1995 e 1996 sem que os empresários repassassem o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os cofres públicos. Ainda estão sendo investigadas as importações feitas pelos dois nos anos de 1997 e 1998. As prisões foram decretadas pela 8ª Vara Criminal de Curitiba.
A Folha apurou que os empresários constituíam empresas em nome de laranjas para lesar o fisco. Os supostos donos destas empresas concediam procurações com amplos poderes para os Barros gerenciarem e administrarem os negócios. Os acusados chegaram a conseguir uma liminar na Justiça Federal para importar veículos usados. Para escapar do fisco, pai e filho declaravam a cada final de mês que não haviam tido movimento de caixa na CDB Comércio de Veículos.
Cristóvão Júnior responde a sete processos na Justiça Federal. Ele é acusado de evasão, sonegação e falsidade ideológica. O pai responde a outros dois processos. Cristóvão Júnior está preso na Polícia Federal em Curitiba desde às 19h30 de quarta-feira. O outro empresário está preso na capital gaúcha. Eles foram denunciados em outro processo de sonegação fiscal na 6ª Vara Criminal de Curitiba.


