São Paulo, 12 (AE) - Empresários do setor industrial paulista passaram o dia hoje tentando contabilizar os prejuízos provocados pelo blecaute. Em várias usinas a produção não havia sido retomada até a noite. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está distribuindo um questionário para sindicatos e indústrias associadas para tentar avaliar o total dos prejuízos sofridos pela indústria paulista.
Algumas empresas estão analisando a possibilidade de recorrer à Justiça para pedir indenização. "Vamos tentar negociar com a concessionária Bandeirantes uma compensação pela energia que deixamos de consumir", comentou o gerente industrial da Carbocloro, Ademar Salgosa, diretor do Centro das Indústrias de Cubatão, ligado à Fiesp. A empresa paga cerca de R$ 3 milhões de conta de luz por mês por uma demanda fixa, mas ficou com a produção parada da madrugada até a manhã de hoje.
Salgosa explica que boa parte dos produtos que a empresa vende são gases como o etileno, que é fornecido por uma rede de dutos para os clientes, grandes indústrias do ABC. A empresa está investindo cerca de US$ 30 milhões em uma unidade de geração própria para fugir dos riscos de blecaute. "O consumo cresceu mais do que a expansão do sistema de abastecimento, e se o País voltar a crescer poderemos ter um problema grave de falta de energia", comentou.

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