Bogotá, 02 (AE-IPS) - As organizações empresariais da Colômbia pediram na quinta-feira ao governo que revise a legislação trabalhista. O propósito é atender a política de competitividade e produtividade proposta pela administração de Andrés Pastrana.
Na reunião entre a Associação Nacional de Industriais (Andi), Federação Nacional de Comerciantes (Fenalco) e Comissão Mista de Comércio Exterior, o presidente da Andi, Luis Villegas, disse que é preciso revisar a jornada de trabalho, reduzir as indenizações e rever os contratos temporários. O setor produtivo também quer o fim dos encargos trabalhistas que impedem a contratação de mão-de-obra.
Sabas Pretelt, que dirige a Fenalco, quer um pacto tripartite entre sindicatos, empresários e governo. A proposta de Pretelt sugere que os executivos do setor público e privado não tenham aumento no ano que vem e que os aumentos de salários dos trabalhadores de nível médio e baixo não superem o do custo de vida. O dirigente da Fenalco também quer que a contratação de pessoal entre 18 e 25 anos não contemple 13º, seguridade social e indenização para o caso de demissão.
O presidente da Federação Nacional de Trabalhadores Estatais, Wilson Borja, acredita que aceitar a sugestão dos empresários é tirar toda a garantia dos trabalhadores. Miguel Caro, vice- presidente da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia (CUT), disse que o desemprego chegou a 19% em maio e que continuará subindo se o governo não adotar soluções estruturais. "O problema do desemprego está ligado ao modelo econômico de abertura total iniciado no começo da década", disse Caro.

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