São Paulo, 13 (AE) - A criação de alianças entre o setor privado brasileiro e o norteamericano pode ser uma das saídas para neutralizar pressões de grupos industriais e de sindicatos contra uma posição mais flexível do governo dos EUA na área comercial. O embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, disse que vem estudando algumas soluções para tentar resolver, por exemplo, o que ele chamou de "situação delicada" entre o setor siderúrgioco brasileiro e o norteamericano.
Amanhã (14), o embaixador vai se reunir com o secretário de Comércio dos EUA, William Daley, a quem deve expor essa idéia. "Até agora, a ação do governo Clinton tem se mostrado limitada diante do forte lobby siderúrgico daquele país", disse Barbosa por telefone de Washington.
O recente acordo, anunciado na semana passada pelo secretário Daley, não agradou nem brasileiros nem norteamericanos. Mas, para o embaixador, foi melhor do que ficar sem nada. "Se as siderúrgicas brasileiras não tivessem aceitado essa solução, teriam ficado fora do mercado, sem prespectivas de voltar a curto prazo", disse.
No dia 21, o embaixador vai se encontra também com a representante de comércio dos EUA (USTR), Charlene Barshefsky.

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