Empresários bolivianos pedem fechamento das fronteiras com Chile
Bogotá, 27 (AE-AP) - Organizações empresariais da Bolívia pediram que o governo feche as fronteiras com o Chile em represália pelas medidas protecionistas adotadas pelo governo chileno. O ministro do Comércio Exterior, Carlos Saavedra, disse que as autoridades bolivianas estão analisando a situação e as sugestões dos empresários.
O presidente da Câmara de Exportadores da Bolívia (Caneb), Carlos Cremer, disse que o Executivo deve adotar medidas de "reciprocidade" com o Chile. Ele acusou o governo chileno de desrespeitar acordos comerciais desde 1993. "O Chile não só viola o Acordo de Complementação Econômica como adota uma atitude que não favorece a aproximação e a solução dos conflitos com a Bolívia", afirmou.
Ele disse que uma das demonstrações dessa atitude é a falta de acesso ao mar da Bolívia e o aproveitamento "irracional" das águas das vertentes do Silala para abastecer as empresas chilenas que operam na fronteira sem pagar um centavo à Bolívia. A Bolívia perdeu o acesso ao mar numa guerra com o Chile em 1879. Os dois países suspenderam suas relações diplomáticas em 1978, após o fracasso das negociações para solucionar a questão, mas nos últimos anos desenvolveram laços econômicos.
O presidente da Câmara Agropecuária do Oriente, Luis Nuñez, disse que um decreto protecionista chileno obstaculiza a entrada de produtos bolivianos como oleaginosas, açúcar e farinha no Chile. Segundo estimativas, a Bolívia importa anualmente do Chile o equivalente a US$ 220 milhões e exporta para o país apenas US$ 33 milhões.





