São Paulo, 11 (AE) - A política cambial adotada pelo governo tem agradado o setor industrial de São Paulo, segundo pesquisa realizada pela Fiesp com 359 empresários. Este item obteve a nota mais alta - 5,8 - na pesquisa do Índice de Avaliação da Gestão Governamental de março, o que representa uma melhora de 5,5% em relação à nota de fevereiro, que foi de 5,5. Esta é primeira vez desde julho de 99, quando o levantamento começou a ser feito, que a política cambial tem a melhor pontuação entre as questões abordadas.
Segundo a diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Seibel, mesmo com a ligeira valorização do real observada naquele mês existe um ambiente de tranquilidade entre o empresariado, motivado pela baixa volatilidade do câmbio. "O importante é a percepção de estabilidade pelo empresário. Isto gera ganho porque é possível fazer planejamento com relação a exportações e importações", explicou. A melhor nota à política cambial do governo foi dada pelas empresas de grande porte, que concederam 6,9 pontos. As pequenas e micro deram 5,5 como nota e as médias empresas, 6,1.
O Índice de Avaliação da Gestão Governamental de março ficou em 4,6 pontos, mantendo-se no mesmo patamar do primeiro bimestre deste ano: 4,6 em janeiro e 4,5 em fevereiro. Segundo a Fiesp, o resultado reforça uma avaliação significativamente mais favorável da atuação do governo que no segundo semestre do ano passado.
Além da política cambial, a Fiesp afere também a opinião dos empresários com relação à imagem do Brasil no exterior (5,4)
a política de comércio internacional (5,8), incentivo a exportação (4,7), liderança do processo político (4,5), política de juros (4,5), política de desenvolvimento e crescimento (4,3). Clarice destacou que a atuação do governo na fiscalização das empresas que compraram estatais e serviços públicos ainda continua ruim, embora a nota tenha tido uma melhora de 7,5% sobre fevereiro. O item obteve uma das piores pontuações do levantamento (4,3), acima apenas da solução de problemas sociais (3,3).
Confiança - O Índice de Confiança da Indústria no Brasil
medido na mesma pesquisa pela Fiesp, ficou em 4,6 pontos, registrando estabilidade na comparação com fevereiro, quando o índice também foi de 4,6%. Todas as questões que compõem a pesquisa tiveram variações próximas a zero, com exceção da situação política do Brasil hoje, cuja nota caiu de 4,1 para 3,8
uma piora de 7%.
Na opinião de Clarice Seibel, as quedas se devem às discussões em torno do salário mínimo e refletem ainda um retorno das percepções aos níveis habituais, depois de uma melhora em janeiro, estimulada pelos resultados da convocação extraordinária do Congresso. Com relação às perspectivas para o País daqui a um ano, a nota média ficou praticamente inalterada, passando de 6,1 para 6,0.

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