Empresários apóiam críticas de FHC
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domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Gilse Guedes 
Rio, 22 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, disse hoje, depois de um café da manhã com o presidente Fernando Henrique Cardoso na Gávea Pequena, que os empresários apóiam as críticas às barreiras impostas pelos europeus e Estados Unidos às importações de produtos sul-americanos. Na abertura do Fórum Empresarial Mercosul-União Européia ontem à noite, no Rio, Fernando Henrique fez duras críticas à política alfandegária dos países da União Européia (UE) e dos Estados Unidos.
"O Brasil era criticado porque era fechado, abriu suas fronteiras para o mercado internacional e, agora, países que se dizem abertos fazem barreiras contra outros países do Mercosul, como o Brasil", declarou Gouvêa Vieira ao sair da Gávea Pequena
residência oficial da prefeitura cedida para a Presidência da República. "No caso dos Estados Unidos, há problemas em relação à importação de aço, sapatos e outros produtos importantes para nós", declarou.
"Ficou claro na declaração dos presidentes (Brasil, Uruguai (Julio Sanguinetti) e Paraguai (Raúl Cubas Grau) que o Mercosul é um bloco irreversível, apesar dos problemas". "É importante para os países membros do Mercosul esse entendimento para que eles se contraponham aos outros blocos econômicos".
Franceses - Depois do encontro com Fernando Henrique, Gouvêa Veira informou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está apoiando a visita de uma comissão de 50 empresários ao Brasil na próxima semana com objetivo de atrair investimentos estrangeiros no País. Gouvêa Vieira esteve há uma semana em Paris para uma reunião com os empresários numa missão da Firjan e da confederação francesa de empresários. A federação, em parceria com o movimento das empresas francesas (MEDEF), vai promover um seminário a partir do dia 1º, no Rio.
"Nós estamos tentando mostrar aos investidores estrangeiros a consistência do programa econômico brasileiro". Segundo ele, serão realizados outros encontros em Nova York, Londres e Frankfurt com apoio do BNDES. "Essa reunião na França foi um sucesso, porque os empresários que iriam eventualmente desistir ou adiar empreendimentos no Brasil voltaram a depositar confiança e achar que o plano estava correto e que não foi má vontade do governo ao desvalorizar a moeda".
"Queremos mostrar que o Brasil dá segurança, pode receber investimentos e vai continuar com seu programa de privatizações", disse o presidente da Firjan. Virão ao Brasil diretores de empresas francesas, entre as quais Électricité de France, Lyonnaise des Eaux e Crédit Commercial de France.


