Empresários acreditam em faturamento superior ao de 99
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Regina Silva 
São Paulo, 22 (AE)- O faturamento em 2000 das micro e pequenas empresas paulistas (MPEs), para empresários de São Paulo, será superior ao de 1999. Para cerca de 59% de empreendedores, o faturamento total em 2000 deve ser maior que o verificado no ano anterior, enquanto 32% esperam um ganho próximo ao de 1999 e, 9% acreditam que queda. Os dados fazem parte da pesquisa de sondagem de opinião realizada pelo Sebrae-SP, na segunda quinzena de fevereiro, junto a 427 empresas de micro e pequeno porte.
Segundo a pesquisa, as MPEs pretendem adotar até junho estratégias específicas, visando obter resultados positivos. Na primeira colocação, está a maior variedade de produtos/serviços, citada por 29% das empresas. A estratégia de aperfeiçoar produtos e serviços sobe do terceiro para o segundo lugar, em comparação às estratégias adotadas no ano passado, foi citada por 24% dos empresários e a substituição de fornecedores sobe da quarta para a terceira classificação para 14%.
As demais estratégias não sofreram alterações significativas, exceto a de redução de preços que caiu da segunda para a sexta colocação, tendo sido citada por 8% das MPEs - contra 29% registrado em 1999.
Negócios - No âmbito do próprio negócio a pesquisa revela que os empresários estão otimistas. Cerca de 69% acreditam que vão manter o nível atual de empregados, enquanto 19% acham que vão aumentar, 8% diminuir e 4% não sabem. Nesta área de pessoal, aproximadamente 83% das MPEs esperam manter o valor atual dos salários e 94% tentam manter o atual nível de jornada de trabalho.
Já em relação aos custos materiais/mercadorias compradas
observa-se que há uma expectativa razoável de pressão de custos
visto que 38% esperam um crescimento nestes custos.
Para o gerente do Departamento de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, tal pressão de custos tende a ser administrada por meio de diferentes combinações de cortes nas margens de lucro e do repasse aos preços praticados. "O nível de endividamento, este não deve crescer para a maioria das MPEs", acrescenta Bedê.
A pesquisa de sondagem do Sebrae-SP revela, ainda, que 62% das MPEs paulistas esperam manter o seu atual nível de endividamento, 29% querem reduzi-lo e apenas 7% pretendem elevá-lo ( 3% ainda não sabem o que vão fazer com respeito a este item).


