Rio, 01 (AE) - O corpo do empresário Robert ávila de Souza, de 28 anos, foi encontrado hoje de manhã em um terreno em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele foi assassinado a tiros. Souza havia sido sequestrado na segunda-feira, por quatro homens
quando deixava a empresa da família, em Del Castilho, na zona norte do Rio. A morte do empresário abriu uma crise entre as polícias Civil e Militar, no momento em que o governo do Estado discute a união das duas forças.
"Se alguém deve ser responsabilizado pela morte desse rapaz é o coronel Pedro Patrício (comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar) e o delegado Arquimedes Azevedo", afirmou o diretor da Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil, Fernando Moraes. "Ele colocou o serviço secreto (P-2) do batalhão no caso; investigação de sequestro é atribuição exclusiva da DAS". Patrício nega que a P-2 tenha investigado o caso. O coronel afirma que participou de uma reunião na empresa Refrigeração Castelo do Frio, a pedido do pai de Robert, Eurico de Souza.
"Estamos num regime democrático e cada um fala o que pensa, mas ele vai ter de provar o que diz", afirmou o coronel. "Sou um profissional da polícia e conheço minha esfera de atuação". Robert foi levado na noite de segunda-feira. Os sequestradores fizeram o primeiro contato na tarde de terça-feria, exigindo R$ 200 mil. Fernando Moraes acusa ainda o delegado Azevedo e o comandante Patrício de terem atrapalhado a perícia no carro do empresário. Eles serão intimados a depor na DAS.

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