São Paulo, 05 (AE) - Os empresários aprovaram o pacote de ajuda às empresas divulgado ontem pelo governo federal. O programa facilitará a obtenção de crédito pelas empresas e a saída de devedores do cadastro de inadimplentes com o governo (Cadin), além de permitir o refinanciamento de dívidas fiscais e previdenciárias. Para os empresários, o pacote poderá ajudar na recuperação econômica.
O refinanciamento de dívidas fiscais e previdenciárias de empresas em prazo longo deve dar alívio efetivo às companhias
segundo o presidente da Associação Brasileira das Companhias de Capital Aberto (Abrasca), Alfried Pl”ger. Para ele, os prazos precisam ser superiores a cinco anos.
O presidente da Abrasca elogiou o fato de o governo vincular o faturamento das empresas ao refinanciamento das dívidas. "Isso é importante para criar condições de pagamento". Para Pl”ger, atualmente já se consegue parcelar dívidas com o INSS em 60 meses (5 anos), e os prazos para refinanciamento teriam que ser superiores.
A permissão para abater de dívidas o prejuízo nos balanços foi vista como "fantástica" pelo presidente da Abrasca. Pl”ger acredita que mais de 200 mil empresas no Brasil estejam em condições de se beneficiar do pacote.
As medidas anunciadas pelo governo, e que permitem o refinanciamento de débitos fiscais e previdenciários, pode ajudar também a aumentar as exportações. O diretor da Silex Trading, Roberto Gianetti da Fonseca, explica que hoje muitas pequenas e micro empresas não conseguem crédito para exportação junto ao Banco do Brasil ou ao BNDES porque estão inscritas no Cadastro de Inadimplentes (Cadin). "A medida é positiva porque vai ajudar as empresas que devem ao fisco a realizarem novos negócios e, com isso, aumentarem seu faturamento para efetuarem, então, o pagamento de seus débitos", observou. "Além disso, o governo poderá ter ganhos de arrecadação", acrescentou.
Um ponto nas medidas não ficou muito claro para Gianetti da Fonseca: se a permissão para novos financiamentos ficar restrita para as empresas que devem até R$ 5 mil, o alcance da medida pode ser limitado, observou. Mas se novos financiamentos forem liberados para todas as emrpesas que refinanciarem seus débitos, aí o programa "é muito bom", afirmou.
Para o diretor do Departamento das Micro e Pequenas Empresas da Fiesp, Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, as medidas anunciadas hoje deverão dar novo fôlego às empresas. "As providências atendem a antigas reivindicações dos empresários." Segundo Uchôa, são medidas em que todos ganham, uma vez que as empresas poderão ampliar as atividades e o governo, elevar a arrecadação.

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