Curitiba - O empresário Mário Fogassa, preso em 2004 depois de ficar dois anos foragido e acusado de liderar uma quadrilha de desvio de cargas no Paraná e em São Paulo e suspeito de envolvimento em assassinato, será julgado hoje, no Tribunal de Júri. Fogassa foi preso em São Paulo depois que a polícia paulista recebeu denúncias que apontavam a participação dele num desvio de carga de medicamentos. No Paraná, o empresário é acusado de chefiar um esquema de desvio de cargas que envolvia comerciantes de várias regiões do Brasil a partir de uma chácara em Campo do Tenente, região Sul do Estado. Ele também é suspeito de ter participado do assassinato do então vereador de Campo do Tenente, Divonzir Rodrigues, que ameaçava denunciar o delito.
Ao todo, mais de 20 pessoas foram indiciadas na ação criminal sobre o caso e cerca de 15 foram presas, entre elas três policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba e um policial militar. O policiais foram acusados, na época, de receber propina e facilitar atividades criminosas da quadrilha. Além de ter sido preso sob as acusações de homicídio, receptação e formação de quadrilha, Fogassa foi investigado por suposta participação no assassinato do entregador de gás Fernandes Cruz, ocorrido em São José dos Pinhais. Segundo a polícia, ele era testemunha dos crimes de Fogassa e estava sendo protegido para prestar depoimento à justiça sobre o caso.

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