O empresário Ricardo Mansur, ex-dono dos magazines Mappin e Mesbla e do Banco Crefisul, teve ontem decretada sua prisão preventiva, em processo a que responde por crime contra o sistema financeiro. A 5 Turma do Tribunal Regional Federal, em São Paulo, determinou a ação, acolhendo recurso do Ministério Público.

Mansur se apresentou espontaneamente por volta das 17 horas e permanecerá sob custódia na carceragem da Rua Piauí, mesmo local onde esteve preso o juiz Nicolau dos Santos Neto, envolvido na fraude de superfaturamento das obras do Fórum Trabalhista.

O empresário é acusado de atentar contra o sistema financeiro, através de mensagens eletrônicas difundidas pela Internet, com informações ''falsas, incompletas e alarmantes'' sobre o Bradesco. O empresário nega ter praticado o crime, alegando nem saber mexer em computador. Entretanto, ele responsabiliza o Bradesco pela bancarrota que sofreu, por causa do corte repentino das linhas de crédito.

Os advogados de Mansur já estão preparando habeas-corpus ao Superior Tribunal de Justiça para libertar o empresário. Afirmam que a justificativa de ''garantir a aplicação da lei penal'', que fundamentou o restabelecimento da prisão preventiva, não tem sentido, já que o próprio Mansur se apresentou espontaneamente e se comprometeu a comparecer a todos os atos do processo.

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