Empresário é procurado pela polícia acusado de matar psicóloga
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sábado, 17 de julho de 1999
Por Júlio Ottoboni 
Taubaté, SP, 18 (AE) - A sede social do Esporte Clube Taubaté, no Vale do Paraíba (SP), foi hoje palco de mais um ato de violência dentro do futebol, agora provocado pela cartolagem. O empresário Amilton de Castro, proprietário da empresa de marketing esportivo Conexão Sport, é procurado pela polícia por ter assassinado a tiros a psicóloga do clube e ainda tentado matar o dirigente Carlos Caboclo. O crime ocorreu por volta das 16 horas, provavelmente provocado por uma discussão sobre o borderô do jogo. A empresa de Castro é responsável pela equipe de futebol do Taubaté, que disputa a divisão A-3 da federação paulista, e tinha o cartola com associado.
Os três conversavam no prédio do clube, depois do time do Taubaté ter empatado em casa e sem gols com a equipe do Rio Preto. A polícia ainda investiga as causas reais dos crimes.
Porém, concluiu-se que Castro sacou um revólver e disparou cinco tiros. A psicóloga, identificada apenas como Desdila, levou dois tiros e um outro acertou o peito de Caboclo. O dirigente, no momento que foi baleado, tentava manter contato telefônico com o presidente do clube, Antonio Ravani. Os feridos foram socorridos por populares que se encontravam no local e levados para o Pronto-Socorro Municipal.
A mulher morreu assim que deu entrada no centro médico. O dirigente foi transferido, no fim da tarde, para o Hospital Santa Isabel de Clínicas, onde foi submetido a uma cirurgia. O diagnóstico médico revela que Caboclo está se recuperando bem, mas a situação ainda é delicada. O dirigente, que fez parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube, era associado de Castro no processo de terceirização do futebol profissional do Esporte Clube Taubaté. Caboclo firmou a parceria com a empresa Conexão Sport, depois que o ex-jogador e técnico do Corinthians, Eduardo Amorim, deixou o clube do Vale do Paraíba.


