Curitiba - O empresário Fernando Matarazzo foi preso na noite de terça-feira, em Antonina, no litoral do Estado, por desacato à autoridade, mas foi liberado ontem por volta do meio-dia, mediante pagamento de fiança. Fernando não permitiu que funcionários de uma das empresas da família retirassem do porto um trator utilizado para limpeza.
Segundo Darci Pacheco, da Delegacia de Antonina, Fernando está proibido de entrar em qualquer um dos estabelecimentos pertencentes aos Matarazzo devido a uma ordem judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, numa ação movida pela mãe, Eneida Baptistete Matarazzo. O delegado ainda informou que Fernando não tem poder administrativo sobre as propriedades da família. De acordo com Munira Peluso, prefeita de Antonina, a liminar foi concedida no dia 1º de abril deste ano.
''No ofício enviado por Eneida à polícia, ela dizia que Fernando não era sócio, nem gerente, nem administrador, nem funcionário das empresas Matarazzo, e, que, portanto não poderia impedir a retirada do trator'', informou a prefeita.
Há cerca de dez dias, o empresário derrubou duas casas do Complexo Industrial Matarazzo, pertencentes ao setor histórico da cidade de Antonina. Fernando Matarazzo também está dificultando a construção do prolongamento de um ramal ferroviário até o Porto de Antonina, alegando que a área é particular e, portanto, faz-se necessário o pagamento pelo uso de cessão da propriedade, uma espécie de pedágio.
O empresário é neto do conde Francisco Matarazzo, responsável pelas indústrias de Antonina. Ele está há dois anos na cidade, onde está instalando as Empresas F. Matarazzo Armazéns Gerais Ltda. A Folha tentou contato com Fernando, no celular, mas não obteve retorno.

mockup