Cuiabá - O juiz da 3 Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, acolheu ontem, denúncia do Ministério Público e converteu de temporária para preventiva a prisão do empresário João Arcanjo Ribeiro, o Comendador, e outras nove pessoas, acusadas pela morte do jornalista Sávio Brandão, dono do jornal ''Folha do Estado'', morto dia 30 de setembro. A quadrilha também foi denunciada por outros três crimes de pistolagem. O Tribunal Regional Federal (TRF) negou nesta quinta-feira pedido de habeas-corpus em favor do empresário acusado de comandar uma organização criminosa.
O Ministério Público sustenta na denúncia que Arcanjo ''em sua escalada criminosa faz uso de práticas dos chefões do jogo do bicho e do tráfico de drogas do Rio de Janeiro, nada diferente dos mafiosos italianos e colombianos''. Arcanjo está foragido desde o dia 5, quando teve a prisão temporária decretada. Suspeita-se que ele estaria escondido na Bolívia ou no Paraguai.
Arcanjo é apontado como o chefe de uma das maiores redes criminosas no Brasil, segundo relatório confidencial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O Comendador, como é conhecido, é suspeito de tráfico de drogas, contrabando de armas, pedras preciosas e equipamentos eletrônicos, agiotagem, contravenção, homicídios, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, formação de quadrilha e exploração de jogos de azar.
Na semana passada, cerca de 100 agentes da Polícia Federal de Brasília, Mato Grosso e Goiás começou a desmantelar uma das maiores quadrilhas do País com a prisão de três coronéis reformados da Polícia Militar e do contador de Arcanjo, Luiz Alberto Dondo Gonçalves.

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