Empresário de jogos é preso em Londrina
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Fernanda Borgese Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O empresário Richard Silveira Leitão foi preso ontem, em Londrina, por suspeita de participação em crimes ligados à exploração de jogos de azar. O esquema também envolveria policiais. As investigações estão sendo conduzidas pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que preferiu guardar sigilo sobre detalhes da operação.
Leitão é um dos responsáveis pela empresa Unig Diversões Ltda, com atuação em Londrina e região, além de Curitiba e Santa Catarina. No último dia 3, quando foram apreendidas cerca de 200 máquinas de videobingo em Londrina, a própria PIC apontou que todos os pontos atingidos pela operação tinham relação direta com essa empresa. Na mesma ocasião, foram apreendidos 11 veículos, mais de R$ 60 mil em dinheiro e seis armas de fogo. Dez pessoas assinaram termos circunstanciados de infração penal (TCIPs).
Ontem, o promotor da PIC Cláudio Esteves afirmou que devia preservar as informações sobre o caso enquanto durassem as investigações. Segundo ele, qualquer dado divulgado incorretamente pode atrapalhar o trabalho. ''Podemos dizer que se trata de um grupo de pessoas que estaria pagando policiais para serem protegidos. Esse grupo estaria ganhando muito dinheiro'', disse. Leitão e outros suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção, falsidade ideológica, supressão de documentos e aliciamento de testemunhas.
De acordo com informações já apuradas pela PIC, policiais de Londrina estariam recebendo propina para proteger o grupo, enquanto este continuava atuando nos jogos de azar. Não foi especificado se seriam policiais civis ou militares. ''Sabemos que há grupos que não atuavam só em Londrina, mas em outras localidades. Essas informações têm relação com a apreensão dos 212 caça-níqueis que a PIC fez nos últimos dias'', finalizou.
No início do ano, uma casa de jogos eletrônicos da Unig em Balneário Camboriú, litoral catarinense, foi lacrada pela polícia. Há dois meses a FOLHA denunciou que as máquinas caça-níqueis ainda eram facilmente encontradas em bares, padarias e lanchonetes londrinenses. Na mesma reportagem, um comerciante comentou que uma empresa local distribuía esse tipo de máquina para várias partes do País.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sérgio Luiz Barroso, disse que não recebeu confirmação da PIC sobre a participação de policiais nos crimes. O porta-voz do 5º BPM, tenente Ricardo Eguedis, declarou que o batalhão irá aguardar comunicado da promotoria e, se houver evidência de irregularidades cometidas por PMs, os mesmos serão punidos. O advogado de Leitão, Garibaldi Deliberador, não foi encontrado em seu escritório.


