São Paulo - O empresário L.H.W., de 34 anos, viu o ladrão ultrapassá-lo em uma motocicleta e apontar-lhe a arma, um revólver calibre 38. ''Só tive tempo de abaixar a cabeça e acelerar o carro para fugir.'' Seu Audi A-3 bateu na Honda CG-125 e prensou o assaltante no muro de uma casa. Cristiano Rocha Queiroz, de 25 anos, o acusado, morreu. Com ele a polícia apreendeu o notebook que havia acabado de roubar do empresário, dois telefones celulares e o revólver.
O crime aconteceu às 18h45, na Rua Guaraiuna, no Brooklin, zona sul de São Paulo. O empresário, proprietário de uma empresa de informática, havia deixado um cliente e se dirigia ao seu escritório, naquele bairro. Ao parar em um semáforo, o bandido emparelhou sua moto e mandou L.H.W, que pediu que não fosse identificado por medo de represálias, descer do Audi.
Ordenou ainda ao empresário que abrisse o porta-malas do carro e lhe passasse o notebook. ''Não sei como ele sabia que eu estava transportando o computador.'' O empresário obedeceu. O ladrão não quis seu telefone celular nem sua carteira. Apanhou o notebook e mandou L.H.W. entrar no carro e seguir como se nada tivesse acontecido.
O empresário afirmou que entrou no carro. Quando o assaltante o ultrapassou, este apontou-lhe o revólver. L.H.W. achou que o ladrão ia atirar. Disse que só pensou em sair dali, que abaixou a cabeça e acelerou. ''Se ficasse parado eu seria um alvo muito mais fácil. Não tive a intenção de atropelá-lo.''

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