Curitiba - Miguel Nasser Filho, de 62 anos, foi preso ontem em Curitiba. O empresário mineiro é acusado de gestão fraudulenta do Consórcio Nasser. A prisão foi feita pela Polícia Federal (PF) do Paraná, tomando por base um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de Curitiba. Nasser Filho foi condenado a seis anos de prisão em regime semi-aberto pela administração no consórcio e terá que pagar uma multa de 5,4 mil salários mínimos. Com o aumento confirmado ontem pela Câmara Federal a multa chegará a R$ 1,4 milhão.
A PF encontrou ainda com o empresário, no momento da prisão, um revólver calibre 38 com munição. Nasser não tinha porte de arma, por esta razão ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Desde a vigência do Estatuto do Desarmamento do governo federal o crime de porte ilegal de arma se tornou inafiançável. O Consórcio Nasser ficou conhecido no Paraná por ter entrado em falência. O consórcio, de acordo com a assessoria da Justiça Federal, movimentou pelo menos R$ 1 milhão, valor que teria migrado para outras empresas terceirizadas. Os veículos adquiridos pelos consorciados não foram entregues bem como o valor investido aos que aguardavam sorteio.
Outro caso envolvendo consórcios e com denúncia formulada pelo Ministério Público (MP) federal envolve empresários do Consórcio Nacional Garibaldi. Hoje, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá julgar o pedido de habeas corpus ajuizado pelo ex-deputado estadual Antonio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Por causa do julgamento do habeas corpus, o julgamento da ação criminal contra ele e outros dois empresários citados na denúncia foi suspenso na Justiça do Paraná.
Dependendo do resultado do julgamento, a ação poderá voltar a tramitar normalmente. Tony Garcia não aparecia como sócio no contrato social da empresa, mas é acusado pelo MP de ser o verdadeiro controlador do consórcio. O nome dele aparecia numa alteração contratual como sendo procurador de um dos sócios. O Consórcio Garibaldi funcionou entre 1989 e 1994 e calculá-se que teria causado um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões aos seus consorciados. (Colaborou Leandro Donatti)

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