Londrina - A M&M Limpeza Urbana, empresa responsável pela coleta de lixo e varrição em Londrina, tentará um novo acordo com seus funcionários na manhã de hoje, às 9h30, na sede do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação de Londrina e região (Siemaco) para evitar uma paralisação dos trabalhos. Um indicativo de greve foi aprovado em assembleia na manhã de ontem.
A categoria reivindica 15% de reajuste nos pisos salariais e o mesmo percentual de aumento no valore do tíquete-alimentação. Os funcionários rejeitaram a proposta de 7,2% de aumento oferecida pela M&M na terça-feira.
Segundo o responsável técnico da empresa, Raimundo Paiva, o aumento proposto está acima de índices da inflação e da média de reajuste concedida por outras empresas a várias categorias da cidade. A empresa alega que não pode conceder um aumento maior porque ''está atuando na cidade mediante um contrato emergencial e que não há a segurança da continuidade do serviço''.
Segundo a diretora da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar), Amália Auerbach, a comissão de negociação aguarda uma nova proposta da empresa para que a greve seja evitada. ''A greve será em último caso. Esperamos que a empresa melhore sua proposta antes da próxima terça-feira'', frisou.
De acordo com a diretora da Feaconspar, cerca 300 profissionais trabalham como garis na cidade. As negociações de acordo coletivo dos varredores tiveram início em fevereiro e as dos coletores em maio.
Atualmente, o piso salarial de um coletor é R$ 752,13, que acrescidos de tíquete alimentação de R$ 455,75 e insalubridade R$ 40, chegam a R$ 1.456,68. Já o salário base de varredores é de R$ 604,90, o tíquete alimentação R$ 300 e insalubridade R$ 20, totalizando R$ 1.029,30.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, disse que espera que as partes cheguem a um acordo nos próximos dias. E ressalta que, caso a greve seja deflagrada, os serviços devem ser mantidos pelo menos de maneira parcial. ''Se a greve acontecer a cidade vai sofrer, mas um aumento de 15% no salário a CMTU não vai pagar'', concluiu.(Colaborou Marilayde Costa/Equipe Bonde)

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