Empresa vai ofertar
150 postos de trabalho
A Azulbrás, fabricante de estofados, além de instalar os equipamentos e treinar a mão-de-obra vai oferecer alimentação e o pagamento dos salários dos detentos. Como a empresa atende a todo o Brasil e exporta para países da América e Europa, a penitenciária industrial terá todo um conceito de qualidade. A Azulbrás utilizará a mão-de-obra de 120 dos 240 presos.
Os que trabalharem na área industrial receberão alimentação e acomodações dignas e 75% do salário mínimo mensal, que poderá ser destinado para ajudar as suas famílias. Os demais 25% serão destinados a um Fundo Penitenciário para a criação de novos canteiros de trabalhos.
Segundo o instrutor da fábrica, Godofredo Stiegler, a idéia do presídio industrial é brilhante. ‘‘Nada melhor do que oferecer atividade profissionalizante para um homem se reabilitar, sendo que ao sair, poderá encontrar um emprego e viver uma vida digna com a sua família’’, diz. ‘‘Os treinamentos na fábrica estão apenas começando, mas em no máximo dois meses os detentos já estarão atingindo a qualidade que a empresa necessita na produção.’’
Os detentos vão trabalhar com grampeadores importados da Alemanha. ‘‘Em cada contâiner colocado ao lado das mesas haverá peças para a montagem de 60 braçais’’, informa. Depois de prontos, as peças serão transportadas até a fábrica, em Arapongas, onde receberão a espuma e o tecido. ‘‘Com a instalação da indústria no presídio, a direção da empresa já está cogitando a possibilidade de montar uma unidade para espumar e aplicar o tecido nos sofás aqui mesmo em Guarapuava’’, adianta Stiegler. (L.C.D.J.)

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