Sorocaba - A Empresa de Transportes Andorinha S/A, dona dos dois ônibus que se chocaram no final da noite de domingo na Rodovia Raposo Tavares, causando a morte de 32 pessoas, tem uma frota de 374 veículos e transporta 400 mil passageiros por mês. As linhas perfazem 36 mil quilômetros e atingem 8 Estados brasileiros, além da Bolívia. Mensalmente são percorridos 4,5 milhões de quilômetros, segundo o gerente-geral José Eduardo Carvalho Chaves.
A empresa, de origem familiar, foi fundada em 5 de junho de 1948, transformando-se posteriormente numa sociedade anônima. A Andorinha possui 320 agências para operação de passagens e 18 garagens equipadas com serviços de manutenção. A empresa tem cerca de 2 mil funcionários.
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão regulador e fiscalizador do sistema de transportes, a Andorinha tem permissão para explorar 33 linhas regulares intermunicipais e interestaduais, e uma linha internacional, entre o Rio de Janeiro e a cidade de Porto Suarez, na Bolívia.
A maioria das linhas é operada a partir de Presidente Prudente, matriz da empresa, mas algumas são entre capitais, como a linha São Paulo - Cuiabá. A empresa também opera uma linha entre a cidade paulista de São José dos Campos e Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.
''Vamos assumir todas as responsabilidades e tentar amenizar o sofrimento das famílias'', disse o gerente-geral da empresa José Eduardo Carvalho Chaves. A empresa assumiu o translado dos corpos e o sepultamento, além das despesas médico-hospitalares dos feridos. Ele disse que o acidente foi o mais grave já ocorrido nos 60 anos da Andorinha. Um dos ônibus envolvidos era um carro extra, pois o carro normal da linha tinha saído lotado de Colorado, no Paraná. ''Foi uma coincidência trágica, pois os dois ônibus tinham percursos diferentes e normalmente não se cruzam.'' (J.M.T./A.E.)

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