Empresa tinha
açougues em
várias cidades
O Frigorífico Nacional tem sede em São Gonçalo (RJ) e tinha cerca de 30 casas de carnes em várias cidades, cinco delas em Maringá, que também estão fechadas. No início do ano, a empresa pediu concordata preventiva, alegando uma dívida de R$ 10,4 milhões. Mais da metade dos 500 funcionários foram demitidos e em meados de julho o abate foi suspenso e os trabalhadores dispensados para férias de 15 dias. Antes de vencer o prazo, responsáveis pela empresa avisaram os empregados que o frigorífico estava fechando e sem condições de saldar as dívidas.
No último dia 16, o juiz Joaquim Pereira Alves, da 6ª Vara Cível de Maringá, decretou a falência da empresa, que inclui ainda os açougues. ‘‘O pedido de falência partiu dos procuradores do Nacional e de credores’’, disse o juiz. Ele disse à Folha que está convocando os credores através de edital na imprensa e que ainda não tem o valor total da dívida, que pode chegar a R$ 35 milhões. Apenas para o fisco, a dívida declarada é de R$ 12,7 milhões. ‘‘O débito trabalhista é muito grande’’, revela Alves.
O juiz explica que quando se decreta a falência, os bens da empresa e dos sócios são bloqueados para garantir pelo menos pagamento das dívidas. Por enquanto, ele diz que não é possível calcular se todos os débitos serão quitados, já que novos credores podem aparecer.
‘‘Nossa preocupação imediata a retomar as atividades do frigorífico e garantir a manutenção dos empregos’’, garantiu. Alves disse que está negociando com o síndico da empresa o arrendamento pelo menos do frigorífico. ‘‘Já temos interessados, mas as negociações ainda estão em andamento’’, afirmou.
Os cinco açougues do Frigorífico Nacional de Maringá, que ainda permaneceram abertos por cerca de uma semana depois do anúncio de paralisação definitivo do abate, fecharam por falta de mercadoria. A administradora dos açougues, Ruth Correia Takikawa, disse que não estava conseguindo comprar carne para revender.
‘‘Dispensei o pessoal, fechei as portas e entreguei as chaves para a Justiça’’, conta. Os cinco açougues de Maringá empregavam cerca de 30 funcionários. Ruth explicou ainda que o supermercado do Nacional, também em Maringá, ainda está aberto porque está arrendado. (M.Z.)

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