Guarapuava – A empresa de Inácio Martins (Centro-Sul) que supostamente mantinha 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão, em uma fazenda em Inácio Martins (Centro Sul), reconheceu ontem o vínculo com os empregados e se comprometeu a pagar as rescisões trabalhistas. A decisão foi tomada ontem em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) de Guarapuava.
Segundo o MPT, a empresa confirmou que irá pagar R$ 48 mil referentes às verbas rescisórias dos empregados, conforme planilha elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Cada trabalhador recebeu ontem mesmo R$ 1 mil e o restante será quitado no dia 8. Os empregados receberão ainda indenização por dano moral de R$ 1,5 mil cada. Dois adolescentes, de 14 e 17 anos, que também trabalhavam na lavoura, receberão R$ 3 mil.
A empresa vai pagar também uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 20 mil, que será doada a uma entidade beneficente da região. Após a audiência, os trabalhadores voltaram para a cidade de Palmas (Centro), onde residem. Eles receberão atendimento junto à Assistência Social e de Saúde de Guarapuava.
Os 17 trabalhadores, além de mulheres e crianças, foram resgatados na segunda-feira. Eles viviam em condições precárias de moradia e saúde e trabalhavam na colheita da erva-mate.

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